Historico

Não se pode falar do MORRINHO sem lembrar das pessoas que por aqui passaram.

Por volta do ano 1860 existia nas imediações uma colônia de americanos que estavam refugiados aqui devido à guerra que acontecia nos Estados Unidos.        Esses americanos eram evangélicos de tradição reformada e realizavam cultos aonde moravam: uma fazenda chamada "Poço Grande". Com o fim da guerra americana esses irmãos que viveram por quase trinta anos em nosso país resolveram voltar para a sua terra. Nessas alturas as terras já estavam cultivadas e produzindo, necessitando de alguém para cuidar delas. Não há muito de registro da passagem desse pessoal pela região, exceto que possuíam as terras da Fazenda Poço Grande, cuja casa principal ainda existe até hoje no lugar. Como já haviam decidido voltar para sua terra natal, incumbiram a um tal Sr. Horace Lane a que contratasse um administrador. Esse homem foi encontrado no interior do Estado do Paraná, e depois de muita relutância aceitou vir conhecer as terras de que falava o Sr. Lane. Não gostou nem um pouco, mas como ja havia dado a sua palavra, resolveu encarar a difícil tarefa de desbravar esta região. Assim foi que em meados de 1890 desembarcava no pequeno ancoradouro da Fazenda Poço Grande o Sr. Willes Robert Banks, também descendente de americanos, recém convertido ao Evangelho na cidade de Castro/Pr. Com ele vieram sua esposa, D. Vicência e sua filha ainda criança, Izaltina. Banks começou a trabalhar na fazenda cuidando de suas obrigações e aos domingos realizava cultos em sua casa, assistido por alguns barqueiros e pescadores da região. Em pouco tempo já havia um grupo de pessoas convertidas através dos cultos que embora realizados sob  a luz da bíblia ainda eram incipientes, pois o "evangelista Banks" era convertido há muito pouco tempo. Sentindo a necessidade de oferecer melhores condições aos seus discípulos, Banks dirige-se a São Paulo, enfrentando matas e picadas, à procura de ajuda das igrejas da capital. Encontra a Igreja Presbiteriana Unida e logo consegue a ajuda do Rev. Modesto Carvalhosa que se prontifica a vir dar a assistência necessária ao seu "campo" missionário. Estava consolidada assim a história do MORRINHO.

O grupo de crentes foi aos poucos aumentando e sentiu-se a necessidade de aglutinar as pessoas em um local mais amplo, já que os cultos eram realizados na sala da fazenda que além de tudo era hospital, hospedaria e escola.

Esta narrativa é encontrada na íntegra no livro de Calebe Soares com título de "Banks ainda Hoje".Saiba mais

   Banks e seus discípulos resolveram construir um templo para os cultos e saíram à procura de um lugar que fosse o mais ade-quado.

Atravessaram o Rio Juquiá e foram descendo até avistarem uma elevação privilegiada com boa vegetação e de fácil acesso.

O proprietário fez a doação e num instante já estavam fazendo os tijolos para a construção, carregando a madeira do mato, ser-rando as toras e fazendo as telhas. Tudo com muito carinho. Faltavam os vidros para as janelas que Banks conseguiu indo nova-mente, à pé, a São Paulo e recebendo por doação de uma SAF-(Sociedade Auxiliadora Feminina) de uma grande Igreja de lá. Colocando aquele valioso tesouro sobre os ombros empreendeu viagem de volta, mais de 200km à pé!

        Finalmente, no ano de 1898 o templo foi inaugurado. De lá para cá, as coisas não continuaram sendo as mesmas. Ano após ano são realizadas coisas novas.

        Anualmente se realiza o famoso INSTITUTO BÍBLICO DE MORRI NHO, uma reunião de crentes de diversos lugares que, no mês de julho se ajuntam para cultuar a Deus, a exemplo das reuniões que eram realizadas no tempo de Banks quando os pastores vinham de ano em ano, no mes de julho, para os atos pastorais.     

Rev. Nadir